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E aí meus transantes?! Me chamo Vanessa Costa, mas conhecida como Vanne Costa. Estudante de sexologia, apaixonada pelo mundo do sexo. Exibicionista, e amo escrever contos eróticos. Preta, gorda, mulher feminista e empoderada sim!

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Me perdi.

  Acho que melhor do que se encontrar é se reencontrar. Talvez algumas pessoas não sabem exatamente o valor que isso tem. Mas, vou dividir aqui o valor que teve pra mim.
  Eu sempre fui a extrovertida, falante e simpática. Sempre tive um fogo sem igual, é de mim. Dançante e meio maluquinha. Sempre maravilhosa com um batom vermelho na boca. Eu sempre empolguei as pessoas e sempre tive orgulho dessa minha raba gorda. 
Porém, um dia, tudo isso se perdeu dentro de mim. E não foi fácil encontrar novamente.
  Meu maior erro foi deixar pessoas entrarem na minha vida, com a mentalidade de que eu deveria mudar para me encaixar no mundo delas. Isso me levou a fazer dietas loucas, esconder meu corpo, usar um batom mais claro. Até que veio a primeira dor, um susto, uma escuridão dentro de mim. E o que eu fiz? Nada! Finge pra mim mesma que nada estava acontecendo, que tudo estava normal. Mas não estava. Eu me enfiava mais ainda dentro daquela tristeza, e incorporava uma Vanne que não existia. Ouvi de muitas pessoas o quanto eu era uma mulher " guerreira ". E naquele momento eu achava incrível ser a " guerreira". Só não conseguia entender o por que. Então, finalmente veio o segundo susto, uma crise de ansiedade e dessa vez foi fortíssima. E em meio a tantas lágrimas eu entendi que não estava tudo bem, que aquela ali não era eu. Eu chorava por medo, por desespero e por tristeza. Porque afinal, como eu iria me encontrar novamente?
  Não foi uma tarefa fácil e ainda não está sendo. Mas eu entendi que eu não quero ser a " guerreira" por que eu:
- brigo com a balança
- sorrio quando quero chorar
- aguento machismo calada.
Na real mesmo, não quero ser " guerreira " só por que sou mulher, gorda e  negra e aguento preconceitos o tempo todo. O que eu quero mesmo é ser a dona DA PORRA TODA. Se reencontrar é algo mágico e incrível, eu ainda tô nesse processo e eu tô curtindo muito. Lembrei que eu posso sair e pegar geral, afinal eu sou solteira e foda-se o que vão pensar. Já dizia aquele famoso filósofo contemporâneo o MC POZE: " O ditado é certo, nada é para sempre."
Então, viva! Seja você! E se encontre todos os dias. Pega essa raba linda que tu tem e se joga.

Com amor, Vanne Costa.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

A Flor de Maracujá.

 Nunca é fácil escrever quando estamos " estranhos". Eufóricos na verdade, acho que essa é a palavra certa. Mas, bora lá! Primeiramente eu gostaria de dizer que não estou aqui para falar mal de alguém, estou aqui pra dividir experiência. 
 Uma bela noite, uma notificação no insta, uma foto de perfil (de óculos e na piscina),
solicitação enviada e aceita com sucesso! No storie uma caipirinha de maracujá, puxei assunto. Afinal, sempre fui dona das minhas escolhas e nunca tive medo de rejeição. Aquele assunto me rendeu um mês de conversas via wpp. Me rendeu uma certa " parceria ", conversas picantes faziam parte do roteiro diariamente, sou eu né gente?! Rsrs...
 E finalmente o tão esperado encontro ( mano Alcântara é longe pra caralho), fiquei aguardando por um tempinho na rodoviária. Então ele chegou com os seus 1,63 de altura (eu sei, não posso ver um homem pequeno que eu quero pegar). O destino da noite foi o Motel Paloma, que até tinha uma hidro legal que a água não parava de sair nunca. E claro que ele tinha maracujá na mochila. Rsrs... 
Como a grande maioria aqui sabe, sou uma pessoa de muita fé e muito espiritualizada, e apesar de querer muito estar ali eu não sentia uma energia boa. Então, comecei a passar mal, mas foda-se! Eu estava lá e eu iria transar, até por que eu já estava um bom tempo sem sexo. E fluiu! Dei! Tive um único orgasmo e foi no toque, com certeza não fiz o melhor boquete da minha vida. A real é que eu nunca vou conseguir ter uma avaliação final daquela transa. Não era eu ali, não me via ali. E eu sabia que uma grande parte de mim tinha culpa naquilo tudo, mas eu não conseguia entender o motivo. A companhia foi agradável, na verdade foi necessária. Sai daquele lugar tentando entender o que havia acontecido comigo, por que afinal eu gostava muito dele. Acabei deixando tudo aquilo de lado.
 Os dias se passaram, a gente continuava conversando normalmente. Porém aquela energia ruim não me deixava e só crescia dentro de mim me deixando cada vez pior. Então pude perceber o quanto ele mudava e se afastava cada vez mais, até que aconteceu: o susto, o fim, o adeus, uma outra mulher.
Ai meu irmão, a porrada foi forte, a energia ruim se aflorou ainda mais e pela primeira vez pude ver nascer em mim uma enorme vontade de morrer. Eu nunca tinha sentido aquilo. Então, eu chorei, chorei e chorei. A tristeza me invadiu! E foi desse jeito que eu entendi que depois de tudo o que eu passei na vida, todas as dores e todo o sofrimento eu ainda não tinha me encontrado. Eu pude perceber que eu perdi tempo valorizando tanta coisa que eu não precisava valorizar. Consegui ter a capacidade de entender que eu não tinha me encontrado ainda. Eu finalmente tinha chegado no fundo do poço que eu estava sofrendo pra escalar. 
 Então eu decidi que não iria mais tentar escalar, apenas comecei a cavar. A água começou a aparecer e eu estou aliviada, pois agora valorizo cada gotinha. Dessa vez eu optei por ser mais leve e vou nadar com essa água que estou buscando. Com tudo isso, preciso dizer que o sentimento de gratidão é algo que me invade por saber que eu finalmente encontrei a essência que eu tinha perdido lá atrás. O mais divertido de estar cavando, é saber que lá em cima, em volta do meu poço tem uma bela plantação cheia de flor de maracujá. O que fica com certeza é a saudade dos bons momentos com alguém que um dia foi de fato importante. Mas graças ao tempo esse é o tipo de coisa que ele faz cicatrizar e sumir. E a gente segue a gente vive.

Com muito amor e calmaria no coração...
Vanne Costa.